Caros Jornalistas, minhas Senhoras e meus senhores
Angolanas e Angolanos.
É com bastante preocupação que o BD tem acompanhado a situação política do País e a forma vergonhosa como ela se caracteriza atualmente, representando, no pleno século XXI, práticas que denunciam o retrocesso civilizacional que o País vive, que nas últimas duas décadas tem fortalecido características para lá do século XV. A intolerância é culta para muitos, mas também é prática e mecanismo de poder da parte dos que viram na personificação do poder como a melhor forma de exercê-lo a todo custo e por mais simples que seja. Este modo de ação que os inimigos da cultura democrática assumem, demonstram que a única cultura política que têm é o de não saber conviver na diferença e no pluralismo de opinião e manifestação, pelo que o crime com o recurso à intolerância é a única forma que têm para demonstrar autoridade.
Há anos que o BD tem sido vítima de intolerância. Parte das suas lideranças sofreram sérias perseguições, como aconteceu recentemente com o secretário Municipal do Cubal Enriques Guelengue, que se viu obrigado a abandonar a sua residência e família, tendo sido refugiado em Luanda, porque estava em perigo a sua vida.
No mês de Junho tivemos acontecimentos semelhantes e que nos chamaram atenção. Três sedes do Partido foram vandalizadas. A Sede Municipal do Cazenga, a nossa casa da cidadania, foi vandalizada em plena luz do dia por militantes afectados a organização juvenil do Partido MPLA, partido que apoia o Governo e como se não bastasse hatearam a sua bandeira na sede do Bloco como se o BD fosse uma extensão daquela parte.
Estas práticas demonstram claramente a falta de maturidade política desses militantes e eximos respeito e se faltar educação e cultura política o BD assume o compromisso de os orientar de modos a perceberem que não se construíram nações fortes com gente sem qualquer cultura democrática, cujo furndamento está o facto de respeitar os diferentes.
O BD luta por uma cultura democrática, defende o pluralismo de opinião, a democracia participativa e o engajamento de todos na busca de soluções que o país precisa para sair da situação no qual foi mergulhada.
Na senda das vandalizações, as Sedes da Lunda Norte e Moxico foram igualmente vandalizadas e saqueadas, tendo os miliantes levados os documentos e outros instrumentos de trabalho que se encontraram nas sedes das referidas Provínica.
Diante destes facto o BD condena com veemência toda e qualquer prática de intolerância, sobretudo quando ela tem origem nos políticos. Este comportamento em nada abona para a política de qualidade e de participação política. O Pais só é intolerante porque é governado na base da intolerância. Não podemos continuar aceitando que políticos que se despiram dos bons valores continuem fazendo da anarquia a regra do jogo político, tornando-se deselegante a política e que com isso promova-se a promiscuidade intelectual, cujo o ponto mais alto é bajulação e a intolerância. Este é o perfil político e de governança que temos em nosso País.
O BD é um Partido político com reconhecidas valências, tanto pelo que representa ideologicamente, como pela postura das suas lideranças, da base ao topo, que jamais entrará no jogo sujo da intolerância. Continuaremos a fazer o nosso trabalho, mesmo que isso irrite quem não tem cultura política elevada. A nossa luta é por Angola e pelos angolanos por isso é para continuar.
Apesar de estarmos vivendo momentos extremos de perseguição política, o BD comemora no próximo dia 04 de julho da corrente o seu décimo quarto anoversário. Um partido que não surgiu para a defesa de interesses de grupos, surge enrizado nas lutas populares e tem como compromisso incontestável a defesa dos trabalhadores, da democracia, de uma sociedade mais justa e igualitária. Um Partido que luta por uma Angola melhor para o seu povo, que sempre esteve e estará ao lado do povo. E por isso merece uma grande comemoração pelos seus 14 anos, por suas lutas incansáveis, por sua grande resistência, por uma militância tão aguerrida e pela sua história, da qual nos orgulhamos.
A razão da nossa existência é a razão de levantar e melhorar a qualidade de vida do nosso povo. Não basta viver, não basta ter salário, é preciso saber distribuir a riqueza do País. Sim, nós pensamos nisso e é por isso que a nossa existência sempre foi encomodada porque não nos alinahamos a roubalheira.
Temos orgulho do papel que desempenhamos na construção da FPU e continuaremos a lutar para que o movimento pela alternância se amplie tendo como participação fundamental da sociedade civil, um ativo importante para a formatação do País do futuro que começa agora.
Vamos comemorar nosso 14º aniversário com inúmeras atividades junto ao povo sofredor, queremos ouvir mais e convidar todos os patriótas pela mudança a se juntar a nós, porque os desafios do futuro serão feitos com gente corajoisa e destemida.
As actividades que levaremos a cabo ao longo do mês de Julho terão o seu ponto mais alto no dia 20 de Julho de 2024 com a comunicação do Presidente do Partido Dr. Filomeno Vieira Lopes, no Município de Cacuaco.
Somos o presente e somos o futuro para Angola e pelos angolanos.
Um BD forte, presente nas comunidades, rumo às autarquias locais em todos os Municípios.
Muito obrigado.
Por: Muata Sebastião, Secretário Geral do Partido.

















