Aconteceu em Benguela, no terceiro dia do programa de actividades do 5º Conselho Nacional e Abertura do Ano Político, a votação e eleição com 90% de votos a favor de Nelson Pestana na Vice-presidência do partido.
Em resposta a algumas perguntas feitas pelo Conselho sobre o porquê da candidatura, Pestana respondeu que tem a agradecer pela amizade e companheirismo que o liga a Filomeno Vieira Lopes e Justino Pinto de Andrade há 47 anos.
Em relação ao registro criminal, o mesmo disse que foi preso duas vezes na vida, não por roubar galinhas ou por desviar o dinheiro do erário público, mas por razões políticas e como foram, ele e Filomeno, presos no regime de partido único e não foram julgados, normalmente no registo criminal diz “nada consta” e por isso, em relação a isso, salientou que podem estar todos bem descansados, sabendo que o Justino Pinto de Andrade também foi preso mais vezes do que eles, mas também não foi por roubar galinhas nem por desviar o erário público; como foi julgado no tempo colonial, no registro criminal deve vir preso político, que é um certo hoje elogio, ter sido preso político no tempo colonial porque lutou pela independência do país, não é vergonha, pelo contrário, “é uma grande honra”, repontou.
Nelson Pestana salientou que decidiu seguir na carreira política pelo seu espírito de servir. Colocou-se um momento em que várias pessoas o convenceram de que era necessário assumir essa função e então com o espírito de missão que o orientar, decidiu assumir esta função e por isso é que apresentou a sua candidatura. Quanto ao Vice-presidente que pode vir a ser, a primeira coisa que salientou foi que o Vice-presidente é Vice, e não Presidente, então não pode galgar para ofuscar ou intervir no espaço do Presidente. O Vice-presidente é Vice e tem que se comportar como tal. O seu comportamento vai continuar a ser, embora a relação seja mais estreita, de maior cooperação e de troca de sinergias, vai continuar a ser o mesmo comportamento que teve sempre até aqui.Dizer aquilo que pensa, o que é o melhor para a organização, discutir com o Presidente e depois deixa-lo exercer a autoridade, ou seja, o Presidente escolher a solução final, sem precisar ser ele, enquanto Vice-presidente que vai importar alguma solução. Por isso, essa vai ser a linha de orientação. Até porque como há essa relação privilegiada de amizade também, Nelson Pestana garantiu que essa não se vai estragar por conta do cargo político, pelo contrário, vai se fortificar na base das palavras olhos nos olhos e na confiança mútua porque o presidente também sabe que ele não está ali para galgar ou para o ofuscar, nem precisa dizer que ele pode estar descansado que lhe dá garantias, não precisa.Pois, foi uma das pessoas que falou a ele (revelando algumas confidências) e até avançou para lá aquilo que deveria seguir. sem precisar ser ele, enquanto vice-presidente que vai importar alguma solução. Por isso, essa vai ser a linha de orientação. Até porque como há essa relação privilegiada de amizade também, Nelson Pestana garantiu que essa não se vai estragar por conta do cargo político, pelo contrário, vai se fortificar na base das palavras olhos nos olhos e na confiança mútua porque o presidente também sabe que ele não está ali para galgar ou para o ofuscar, nem precisa dizer que ele pode estar descansado que lhe dá garantias, não precisa. Pois, foi uma das pessoas que falou a ele (revelando algumas confidências) e até avançou para lá aquilo que deveria seguir.sem precisar ser ele, enquanto vice-presidente que vai importar alguma solução. Por isso, essa vai ser a linha de orientação. Até porque como há essa relação privilegiada de amizade também, Nelson Pestana garantiu que essa não se vai estragar por conta do cargo político, pelo contrário, vai se fortificar na base das palavras olhos nos olhos e na confiança mútua porque o presidente também sabe que ele não está ali para galgar ou para o ofuscar, nem precisa dizer que ele pode estar descansado que lhe dá garantias, não precisa. Pois, foi uma das pessoas que falou a ele (revelando algumas confidências) e até avançou para lá aquilo que deveria seguir.Nelson Pestana garantiu que essa não se vai estragar por conta do cargo político, pelo contrário, vai se fortalecer na base das palavras nos olhos e na confiança porque mutuamente o presidente também sabe que ele não está ali para galgar ou para o ofuscar, nem precisa dizer que ele pode estar descansado que lhe dá garantias, não precisa. Pois, foi uma das pessoas que falou a ele (revelando algumas confidências) e até avançou para lá aquilo que deveria seguir. Nelson Pestana garantiu que essa não se vai estragar por conta do cargo político, pelo contrário, vai se fortalecer na base das palavras nos olhos e na confiança porque mutuamente o presidente também sabe que ele não está ali para galgar ou para o ofuscar, nem precisa dizer que ele pode estar descansado que lhe dá garantias, não precisa.Pois, foi uma das pessoas que falou a ele (revelando algumas confidências) e até avançou para lá aquilo que deveria seguir.
Então, é esse o perfil de vice-presidente. E quanto ao país, Nelson Pestana afirmou que vêm o país no seu conjunto e acham que o país tem problemas que devem ser resolvidos. Problemas psicológicos e problemas regionais que têm que ser resolvidos e são esses problemas que servem de orientação. Não escolho demagogia eleitoralista para ter os votos da região A ou da região B. mas vão pensar o país no seu conjunto. O país tem, em relação ao leste, um problema em Cabinda que é bem conhecido e quando disse nós, falou do Bloco Democrático, que sempre foi a força política nacional que defendeu o estatuto de autonomia para Cabinda contra o governo e contra a FLEC numa altura determinada.Mais tarde o líder da FLEC deu razão e aceitou a ideia de uma autonomia regional, por isso é que o Bloco Democrático, tem uma atenção particular em relação a Cabinda por esse problema. Mas o leste também tem um problema e o então eleito Vice-Presidente afirmou que o partido também tem essa sensibilidade, inclusive, tem apoiado o Movimento do Protetorado das Lundas.
Desde o princípio que sempre apoiaram as pessoas de várias formas, permanecendo solidários com a luta deles porque pensam que os problemas não se resolvem com repressão, com tiros, com matanças, os problemas se resolvem dialogando e buscando um sentido de nação, de maneira que todos se sintam reconhecidos no interior dessa nação. Essa é a posição do BD e é essa posição que será defendida e é nesse sentido que o partido, o próprio Nelson Pestana como vice-presidente, trabalhará para que o país possa efetivamente ser um país de unidade nacional, integrado e de reconciliação.
Em relação ao partido, o vice-presidente garantiu que vai trabalhar no sentido de uma garantia total do partido em todas as províncias, tendo o compromisso de chegar aos 164 municípios, dizendo que falta muito pouco e que se chegará lá, trabalhando nesse sentido e quando falou em trabalhar, disse isso tendo consciência de que a presidência (o presidente e o vice-presidente) terão que dar todo o seu esforço no sentido da declaração do partido, sem ofuscar o Secretário Geral e o Secretariado Nacional porque no partido, não existe divisão de poderes. O Presidente é o órgão de coordenação dos órgãos deliberativos do partido, depois há um órgão executivo que é dirigido pelo Secretário Geral que tem a mesma aprovação que o Presidente e o Vice-presidente porque são eleitos na Convenção Nacional. Depois disso,
Nelson Pestana ainda enfatizou que era notório durante uma reunião do Conselho Nacional, a direção do Presidente sempre concomitante os órgãos estatutários do partido e que têm um outro órgão, que é o órgão de estudo e reflexão, o PNER que também tem autonomia e que ele dirige mas que vai ter que necessariamente evoluir até porque ganhou uma nova dinâmica e do interior do próprio PNER será achada seguramente uma nova coordenação para que ele não tenha que acumular as duas cargas.
Para ficar atento de como o BD ainda o país, Nelson Pestana afirmou que apesar de estar em Luanda, pro apresentou-se desde há 30 anos a mudança da capital para o centro geodésico de Angola. Não tendo mais outra discussão, o centro geodésico de Angola, seria a melhor opção por ficar equidistante de todas as regiões e o país poderia muito bem ser desenvolvido a partir desse centro até porque há uma grande infraestrutura que já passa por lá que é o caminho de Ferro de Benguela. Por isso, afirmou veementemente que têm efetivamente uma visão de país, uma visão integrada que é uma preocupação fundamental com dois aspectos que resumem todo o programa do BD, o estado social de direito e a democracia participativa.“Olha, é nesta linha que vocês vão me encontrar seja vice-presidente ou simples militante do Bloco Democrático, muito”, afirmou.
Após o empossamento, já em resposta à imprensa, o então vice-presidente voltou a enfatizar que os desafios são sobretudo a implementação e a estruturação do partido em todo o território nacional. Segundo, a intervenção constante do partido nas questões de luta pela melhoria das condições sociais das elegíveis a nível local, a luta pela democratização nacional, a luta pelas autarquias e uma atenção particular a condição das pessoas com deficiência e as crianças com necessidades especiais educativas, sendo esses os propósitos do partido, para além de fortalecer com a sua participação a unidade da frente patriótica para que todos possam trabalhar para a consumação da alternância em 2027.
“Nós ganhamos a eleição em 2022, não nos foi atribuído a vitória mas queremos ter essa vitória inabalável em 2027 e para isso, temos que trabalhar todos na unidade. Nós, os nossos parceiros da frente patriótica unida e as organizações da sociedade civil que continuam dinâmicas e que nós apoiamos porque nós temos uma aliança estratégica com a sociedade civil e que pretendemos fortalecer.” Disse em bom tom o Vice-Presidente
Com relação a sua eleição, ainda falou que as expectativas são grandes e espera estar a altura dessas expectativas, a substituição foi uma substituição necessária porque o seu companheiro Justino Pinto de Andrade que era o vice-presidente, por ter sido eleito deputado do Bloco Democrático pela lista da UNITA, teve que apresentar ao tribunal constitucional uma renúncia formal e nesse sentido criou-se uma vacatura legal, por isso é que ele, o Conselho Nacional em substituição da Convenção Nacional, decidiu eleger um dos companheiros presentes, ao cargo de Vice -presidente. Agora, o Vice-presidente tem como papel, sobretudo substituir o Presidente e ajuda-lo nas suas tarefas e é isso que cozinha,procurando dinamizar o partido o mais possível sem atropelar as funções do Secretariado Nacional que é dirigido pelo Secretário Geral e que nos seus estatutos tem a função executiva no partido. Os estatutos constituem a divisão de poder, tendo a linha deliberativa e a linha executiva. A linha deliberativa é presidida pelo Presidente do partido que tem também um papel de representação exterior da organização e a linha executiva é dirigida pelo Secretário Geral, depois têm uma linha de jurisdição e fiscalização que é dirigida por um Presidente do Conselho Nacional de fiscalização e jurisdição, eleito pela convecção do partido, o equivalente aos congressos dos outros partidos e que responde apenas a segurança.Por isso há separação de poderes entre o poder liberativo, o poder executivo e o poder jurisdicional e de fiscalização. Foi acrescentado um quarto poder que é o poder da reflexão. É o Conselho Nacional de estudos e reflexão que também tem autonomia e trabalha no sentido de estimular a reflexão política no interior do partido e produzir estudos sobre aspectos da governação nacional e das reformas que o país precisa, nomeadamente as reformas do estado.
Questionado ainda sobre se o Bloco Democrático afinará as máquinas para que em 2027 tenha pernas para andar, O Vice-presidente falou que o Conselho Nacional determinou que o Bloco Democrático tem de se preparar com estratégia própria para participar nas eleições de 2027. Também determinou que o bloco deve aprofundar a sua participação na frente patriótica unida mas o bloco é obrigado ou a concorrer sozinho ou a concorrer em coligação. O que quer dizer que se o partido não quer dividir as forças da alternância é necessário que os parceiros da frente patriótica unida compreendam que a frente patriótica unida em 2027 tem que se apresentar como uma coligação eleitoral.