Apôs o feriado do 1⁰ de Maio, dia internacional do Trabalhador, saudado efusivamente pelo Secretariado Nacional do Bloco Democrático, um dia cujo significado é o reconhecimento de que os trabalhadores não são apenas um mero instrumento para se atingir um fim. Falando de uma riqueza que é distribuída de forma muito desigual, num pais com uma estrutura de oportunidades profundamente injusta. A mensagem desse 1º de Maio não poderia apenas passar como uma data festiva, pelo contrário, deve ser tida como o dia do reforço da consciência da luta pela melhoria das condições de trabalho e de vida, condições elementares para o crescimento económico, para o desenvolvimento social do nosso país e para garantir o bem-estar dos trabalhadores e suas famílias. E essa história de luta, de muitos e repetidos combates, de muito sofrimento, ante a repressão e a barbárie faz da comemoração 1⁰ de Maio, uma justa e merecida homenagem às gerações de trabalhadores e trabalhadoras, e de sindicalistas que souberam, com muita luta e determinação, no passado, distante e próximo, assumir o seu lugar na historia das lutas por melhores condições de vida e de trabalho e pela construção de uma sociedade mais justa, mais solidaria que garanta, fundamentalmente, igualdade de oportunidades. No nosso país, os últimos anos têm sido marcados por inúmeros sacrifícios para os Trabalhadores angolanos que não obstante o terror de Estado, as perseguições e sistemáticos ataques contra os trabalhadores, contra o Bloco Democrático “Juntos para os desafios do presente e do futuro.” Sindicatos e sindicalistas, num quadro de violação sistemática dos Direitos Humanos, a classe trabalhadora tem reagido com muita determinação. E, é com determinação e vigor que foi denunciado e condenado o terrorismo de Estado contra o companheiro Peres Alberto, Secretário-geral do Sindicato de Professores do Ensino Superior de Angola (SINPES), que viu a sua casa invadida e a sua filha agredida. Não sendo aceite nenhum tipo de intimidação, nem pressão psicológica ou violência física contra os cidadãos e muito menos contra quem está legitimamente a exercer um direito constitucional como é o Direito à Greve. Desde a legislatura anterior que o clima político vem se degradando e as violações de Direitos se repetem. Esses ataques verificam-se também na produção das leis, como são os casos das propostas da Lei Geral do Trabalho e do Código do Processo de Trabalho que insistem na supressão dos poucos Direitos já conquistados, por uma elevada proteção do patronato, o afastamento dos sindicatos na elaboração da proposta do Código do Processo de Trabalho e pelo agravamento do IRT (Imposto sobre os Rendimentos do Trabalho). O BD continua nesse âmbito, rogando os sindicatos e respetivas federações a estarem à altura das suas responsabilidades para a defesa dos interesses dos trabalhadores e se unirem na luta contra a violência, limitações à liberdade, salário mínimo digno e por um rendimento mínimo garantido. Lembrando a mensagem do 1⁰ de Maio, o Bloco Democrático reafirma a necessidade do reforço da organização e da continuação da luta pela emancipação da Classe.

















