O Bloco Democrático manifesta o seu mais profundo pesar pelo falecimento do seu militante Jorge Silva, carinhosamente conhecido por Juca, destacado activista angolano pelos direitos humanos, pela dignidade dos imigrantes e pela democracia em Angola.
Nascido em Luanda, em 1957, Juca dedicou toda a sua vida à construção de uma sociedade mais justa, solidária e democrática. Desde jovem, envolveu-se no activismo estudantil e cultural, tendo participado na pró-associação de estudantes do Ensino Secundário (1974-1976) e integrado o histórico grupo de teatro Tchinganje, o primeiro criado após a independência.
No campo político, destacou-se pela coragem, coerência e integridade com que defendeu os valores da liberdade e da participação popular, mesmo em períodos de forte repressão. A sua ligação a correntes democráticas dentro do MPLA e à Organização Comunista de Angola testemunham o seu compromisso inabalável com a justiça social e a transformação do país.
Durante vários anos, Juca representou o Bloco Democrático em Portugal, contribuindo de forma notável para o fortalecimento político e organizativo do partido na diáspora. Foi também fundador e dirigente da Solidariedade Imigrante, instituição que acolheu e defendeu os direitos de milhares de imigrantes, tornando-se uma referência ética e humana para todos os que com ele conviveram.
O Bloco Democrático recorda Juca como um combatente incansável pela democracia, pelos direitos humanos e pela solidariedade internacionalista. A sua partida representa uma perda irreparável para o movimento democrático angolano e para todos os que acreditam numa Angola livre, plural e fraterna.
Neste momento de dor, o Bloco Democrático endereça as mais sentidas condolências à família, amigos e companheiros de luta, reafirmando o compromisso de honrar o legado de coragem, esperança e dignidade deixado por Jorge Silva (Juca).
“LIBERDADE, MODERNIDADE E CIDADANIA”
A COMISSÃO POLÍTICA PERMANENTE DO BLOCO DEMOCRÁTICO, EM LUANDA, 11 DE OUTUBRO DE 2025.

















